quarta-feira, 11 de Junho de 2014

Direito da Família







domingo, 4 de Maio de 2014

maternal

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batemos dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.

Gotas e candeias puras.

E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e orgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.

E bate-lhes nas caras, o amor leve.

O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo.
São silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,em volta das candeias.
No contínuo escorrer dos filhos.
(...)

Helberto Helder

sábado, 8 de Março de 2014

Feminino plural (mas tão singular)

Pelas MULHERES se enchem os dias em luz de prata, roubada à Lua.
Pelas MULHERES a noite se embriaga no néctar alaranjado do Sol.
Pelas MULHERES o mar se abraça à falésia-dor, em prantos e risadas, num verde jade a fulgir.
Pelas MULHERES as dunas são indecifráveis jardins, em canteiros redondos no cheiro dos singelos jasmins.
E seios pomos de MULHER a florir açucenas,
Numa  indómita intenção de serem mais do que a obscuridade que delimita as alvoradas .
E nos olhos das MULHERES existem pássaros livres em grades sem poder voar,
Em sinos tangidos, no arco-íris de um qualquer planalto e do abissal abismo
Nos olhos das MULHERES existe o ontem, o hoje e o amanhã,
o nascente e o poente,
… um tudo
…. um quase nada, botão de rosa… cetim, veludo.

  
Não gosto da terminologia (e decorrências) dos "Dias Mundiais" ou equivalente, mas sou realista e sei que, feliz ou infelizmente, pelo menos, nestes dias o foco incide um pouco mais sobre as causas ou protagonistas que se pretendem celebrar, ou sobre os quais é suposto chamar a atenção do mundo. Seja.
E não, não é sempre fácil ser mulher. Basta ter presente algo tão básico como o nosso conhecimento de que,  em muitos (DEMASIADOS)pontos do globo AS MULHERES vivem situações de expressa discriminação, indigna exclusão e aviltante exploração.
E note-se que não falo apenas do "mundo islâmico", pois ao nosso redor, quiçá muito mais próximo de nós do que gostamos de pensar, há demasiadas mulheres que sofrem privações e sujeições indizíveis; há demasiadas mulheres em cenário de guerra e em teatro de conflito...
Por todas as mulheres do mundo, e, em especial, pelas que vivenciam um tal indizível sofrimento, mas também por todos os homens que lutam pelos direitos humanos em geral, e, enfim, por todos os que cultivam a verdadeira igualdade, aqui fica a minha singela  homenagem às minhas IRMÃS-MULHERES.

De uma Amiga

terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

o lado B


Tem corpo e alma já!


A vida é uma magnólia...

É na 5ª feira, pelas 18h15m, no CEJ.
Apresentação da obra «A vida é uma magnólia», de Paulo Guerra, por FERNANDO FRANCO, psicólogo em Coimbra.
Leitura de poemas pelo autor e por SOFIA FERNANDES, Magistrada do Ministério Público e ex-auditora do autor da obra.
Ao som de Ludovico Einaudi.
Relembra-se que a venda da obra é feita exclusivamente online, havendo poucos exemplares para venda no local da apresentação.

Um autor à procura de leitores.
Uma magnólia à procura de sombra...

segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

Golias de trazer por casa............

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segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014

Morre-se quase sempre de véspera


A fera ficou à solta.
A um espaço da morte.
Um outro nome para a vida pelo avesso
Até que as espingardas se calem e os mortos se vivam...

Hoje não sei as palavras.
Porque sobram-me,
tão carentes de sentido perante a feroz maré.

Calei.

quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

Beirais II

Ai Beirais....não resisto...
depois de estar a ver por algum tempo o episódio de hoje (05.02.2014) fiquei vacinado se já não o estava.
Pois Beirais está sempre no limiar de tudo...
Hoje o "taberneiro" ou marido da "taberneira" (uma loira gorda com ar de peixeira---salvo o respeito pelas peixeiras que não têm culpa--) foi ao médico. O médico é um moço que fazia publicidade ao Continente, e pronunciava "continente" com um acento muito peculiar.
Pois o "taberneiro" sofre de disfunção eréctil. Facto que o médico achou muito natural e que nem havia problema em que alguém ouvisse tal diagnóstico (quando o doente lhe pediu que falasse baixo) dada a naturalidade do mesmo. Ao fim e ao cabo todos somos disfuncionais seja lá do que for.
Mais à frente, o filho dos "taberneiros" (Sandro de seu nome) recusa sair de trás do balcão...porque tem uma erecção muito óbvia. E quando sai, é dado ao público uma imagem de umas calças com uma protuberância a nível genital.
Isto é brilhante. No mesmo dia..Pai descobre disfunção eréctil e flagra filho com priapismo ou, pelo menos, muita força na dita. Com direito a imagem de braguilha inchada.
De facto, a ciência, o interesse público por temas cruciais, o dever de informar, tomou conta de Beirais e das almas perdidas que escrevem aquela MERDA.
Mais ridículo é difícil.
Pois bem vindos a Beirais....só mesmo neste país e à imagem de todos.
Bem Hajam...